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EduQA põe em consulta orientações sobre IA para alunos e professores

As orientações estão abertas a contributos durante 30 dias, a contar de 15 de outubro, por um formulário na página da consulta do EduQA. O professor decide o uso da IA em cada tarefa.

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Mão a escrever num caderno ao lado de um computador portátil aberto
Foto: StockSnap / Pixabay

O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) pôs em consulta pública as orientações para a utilização responsável da inteligência artificial nas escolas. A consulta abriu a 15 de outubro de 2026. O documento abrange o pré-escolar e os ensinos básico e secundário, nas escolas públicas e privadas. O comunicado do Governo não refere a Madeira nem os Açores, que têm secretarias regionais de educação próprias. O documento não diz se se aplica às regiões. A consulta dura 30 dias a contar de 15 de outubro. O EduQA não indica o último dia da consulta, nem se os 30 dias são corridos ou úteis. Os contributos seguem por um formulário indicado na página da consulta do EduQA. O Ministério prevê enviar a versão final às escolas a partir de 4 de janeiro de 2027, o primeiro dia do 2.º período.

O professor decide se a IA entra em cada tarefa

As orientações deixam ao docente a decisão sobre o uso da IA em cada atividade. Sempre que for pertinente, o professor diz aos alunos que ferramentas estão autorizadas e em que etapas. Diz também como se indica esse uso e com que critérios a tarefa é avaliada. O documento prevê três modalidades. «Sem IA» serve para observar o desempenho autónomo do aluno. Na «IA de apoio», a ferramenta só entra nas etapas que o professor definir. Na «IA integrada», a IA faz parte da própria tarefa ou é objeto de estudo.

No pré-escolar, a IA fica do lado dos educadores

Na educação pré-escolar, a IA é vista sobretudo como apoio ao trabalho dos educadores de infância. As orientações não preveem nem recomendam que as crianças usem estas ferramentas de forma direta ou autónoma. Nos ensinos básico e secundário, a IA pode apoiar a compreensão de conteúdos, a prática, a criação e a resolução de problemas. O uso deve ser adequado à idade dos alunos. Os alunos devem aprender a identificar erros e enviesamentos e a verificar a informação e as fontes. O objetivo declarado é uma relação crítica e responsável com a tecnologia, sem dependência de respostas automáticas.

Dados dos alunos não devem entrar em ferramentas não aprovadas

A proteção de dados é um dos princípios centrais do documento. Dados pessoais, trabalhos identificáveis, classificações e fotografias não devem entrar em ferramentas que não estejam aprovadas para esse fim. A criação ou divulgação indevida de imagens, vídeos ou áudios falsos deve ser tratada como um incidente de cidadania digital e de segurança. Conforme a gravidade, pode levar aos procedimentos previstos na lei. O folheto do EduQA resume o documento em 7 orientações essenciais. Uma delas diz que o aluno deve compreender, explicar e assumir a autoria do seu trabalho.

O que muda para as famílias

As escolas podem aplicar as orientações já durante a consulta pública. As orientações podem chegar à sala de aula antes da versão final. Perante um trabalho escolar, vale a pena perguntar em que modalidade o professor o colocou. O documento traz cinco instrumentos de apoio. Um deles é uma lista para o aluno rever um trabalho feito com IA antes de o entregar. O documento tem uma parte dedicada aos pais e encarregados de educação. Os pais devem conhecer as orientações comunicadas pela escola. Devem lembrar aos filhos que a IA não substitui a leitura, a reflexão, a prática nem o trabalho feito pelo próprio. Perante ameaças, humilhações, falsificações ou uso indevido de imagem ou voz que envolvam atividades escolares ou membros da comunidade educativa, devem contactar a escola.

Os factos

O quêData ou valorFonte
Abertura da consulta pública15 de outubro de 2026Consulta pública do EduQA
Duração da consulta30Comunicado do Ministério
Envio da versão final às escolas4 de janeiro de 2027Comunicado do Ministério
Orientações essenciais7Folheto do EduQA
Modalidades das tarefas3Comunicado do Ministério
Instrumentos de apoio5Comunicado do Ministério

Fontes

  1. EduQA, Consulta Pública: Orientações para a utilização da Inteligência Artificial na Educaçãoconsultado a 2 nov 2026
  2. Ministério da Educação, Ciência e Inovação, comunicado «Orientações para uso responsável da Inteligência Artificial na Educação em consulta pública por 30 dias»consultado a 2 nov 2026
  3. Portal do Governo, notícia «Orientações para utilização responsável da IA nas escolas em consulta pública»consultado a 2 nov 2026
  4. EduQA, Folheto de Orientações Essenciais (versão em consulta pública)consultado a 2 nov 2026

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