Planeamento da avaliação · Ano letivo 2026/2027

Calendário de testes 2026/2027 para imprimir

Uma folha para planear a avaliação de 2026/2027: como se distribuem os momentos de avaliação pelos três períodos, até quando os professores os podem marcar e uma grelha para escrever à mão a data, a disciplina e a matéria de cada teste.

Atualizado a 12 de setembro de 2026 · Fonte: Despacho n.º 8368/2024 e Despacho n.º 10430/2026

Os testes não são marcados a nível nacional. Quem decide as datas é cada escola, disciplina a disciplina e turma a turma. O despacho do calendário fixa apenas os limites em que tudo tem de caber. O 1.º período fecha a 15 de dezembro de 2026 e o 2.º a 19 de março de 2027. As reuniões de avaliação não têm data nacional: cada escola fixa-as no âmbito da sua autonomia, em regra nos primeiros dias úteis a seguir ao fim de cada período. É por isso que o último teste de cada período cai quase sempre uma a duas semanas antes daquelas datas. Nesta página explicamos como se planeia a avaliação, período a período, e deixamos uma grelha para imprimir e preencher à mão.

Como se planeia a avaliação ao longo dos três períodos

O calendário de 2026/2027 não é simétrico, e isso muda a maneira como os testes se distribuem. O 1.º período é de longe o mais folgado: cerca de treze semanas para o pré-escolar e o ensino básico, que arrancam entre 11 e 15 de setembro de 2026, e cerca de doze para os cursos científico-humanísticos do ensino secundário, que só entram a 21 de setembro de 2026. Todos fecham na mesma data, 15 de dezembro de 2026. O 2.º período, de 4 de janeiro a 19 de março de 2027, fica-se por menos de onze semanas e ainda perde três dias no Carnaval. O 3.º período abre a 5 de abril de 2027 e é o mais apertado para quem tem provas: cerca de nove semanas até 4 de junho de 2027 nos 9.º, 11.º e 12.º anos, e cerca de dez até 11 de junho de 2027 nos 5.º a 8.º e no 10.º ano.

A consequência é direta: a mesma disciplina raramente tem o mesmo número de momentos de avaliação nos três períodos. Num período de treze semanas cabem, sem aperto, dois testes e um trabalho. Num período de nove, um segundo teste obriga a que o primeiro seja marcado logo nas primeiras semanas de aulas. Quem faz o planeamento em setembro deve contar com isto desde o início. O 3.º período é curto, chega depois de duas semanas de interrupção e concentra a avaliação que decide o ano. Não é o momento para recuperar matéria atrasada do 1.º período. Essa recuperação, se for precisa, faz-se em janeiro.

Para os cursos científico-humanísticos há um ajuste próprio em 2026/2027. Com o arranque a 21 de setembro, fixado pelo Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto, o 1.º período encurta sem que o seu termo se mexa: continua a ser 15 de dezembro. A conta depende do dia que cada escola escolheu para o ensino básico dentro da janela de 11 a 15 de setembro. Nas escolas que abrem a 11, os cursos científico-humanísticos perdem seis dias úteis; nas que abrem a 14, perdem cinco; nas que abrem a 15, perdem quatro. Na prática, os professores do secundário ficam com menos quatro a seis dias úteis para o mesmo número de momentos de avaliação. É de esperar um 1.º período mais comprimido e primeiros testes marcados um pouco mais tarde do que o habitual. O despacho não trata do efeito destes dias na contagem dos 180 dias efetivos de atividades escolares exigidos pelo artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, e nenhuma fonte oficial se pronunciou sobre o assunto até 12 de setembro de 2026.

Publicidade

O que a lei fixa sobre a marcação de testes e o que deixa à escola

É uma das perguntas mais frequentes, e a resposta desilude: não existe, no calendário escolar, nenhuma regra nacional que diga quantos testes se fazem, com que antecedência têm de ser anunciados ou quantos podem calhar na mesma semana. O Despacho n.º 8368/2024, que fixa os calendários de 2024/2025 a 2027/2028, ocupa-se de outra coisa. Trata das datas de abertura e de fecho dos períodos, das três interrupções letivas e da regra de que os momentos de avaliação são fixados por cada escola (n.º 2.5). O Decreto-Lei n.º 55/2018 acrescenta o único número fechado que há neste terreno: um mínimo de 180 dias efetivos de atividades escolares por ano letivo (artigo 5.º).

Quem rege a marcação dos testes é a própria escola, através do seu regulamento interno e das decisões do conselho pedagógico e de cada conselho de turma. É aí que aparecem os limites que as famílias conhecem de cor: no máximo um teste por dia, não mais de dois por semana, marcação anunciada com uma ou duas semanas de antecedência, registo no sumário ou na caderneta. Vale a pena sublinhar o que isto significa. São práticas correntes e regras da sua escola, não normas nacionais, e variam de agrupamento para agrupamento e até de ciclo para ciclo. Se quiser saber ao certo o que se aplica ao seu educando, o documento a pedir é o regulamento interno do agrupamento.

Há ainda um caso que altera a lógica toda: as escolas podem substituir os três períodos por uma organização semestral (n.º 4 do mesmo despacho). Nesse regime, a lei continua a exigir pelo menos três momentos de reporte da avaliação às famílias, e o último tem de ser sumativo. Mesmo com dois semestres há, portanto, três balanços. Se a escola do seu educando funciona assim, as datas desta página valem-lhe sobretudo como referência das interrupções letivas: o calendário de avaliação é outro e é publicado pelo próprio agrupamento.

Quem fixa as datas das reuniões de avaliação

O Despacho n.º 8368/2024 tem uma regra de contagem para a avaliação, no n.º 3.3: os dois primeiros dias úteis do intervalo entre o termo do 1.º período e o início do 2.º, e os quatro dias úteis seguintes ao termo do 2.º período. Só que esse número está no ponto 3, que trata dos estabelecimentos particulares de ensino especial. Para as escolas públicas vale o n.º 2.5, que entrega os momentos de avaliação à autonomia de cada escola.

O 1.º período termina a 15 de dezembro de 2026, uma terça-feira. Os dois primeiros dias úteis a seguir são a quarta-feira 16 e a quinta-feira 17, ou seja 16 e 17 de dezembro de 2026. Nenhuma norma nacional obriga as escolas públicas a reunir nesses dias: quem fixa a data é cada escola. O 2.º período termina a 19 de março de 2027, uma sexta-feira. Os quatro dias úteis seguintes vão de segunda a quinta-feira, ou seja 22, 23, 24 e 25 de março de 2027. Também aqui é cada escola que fixa o dia da reunião. Repare que estas datas caem dentro das interrupções letivas: a de Natal abre a 16 de dezembro e a da Páscoa a 22 de março. Não é contradição nenhuma. A interrupção suspende as aulas, não o trabalho dos professores, e é precisamente por isso que as reuniões cabem ali.

Para quem planeia, a leitura é simples. Um teste feito na véspera da reunião não chega a tempo de ser classificado, discutido em conselho de turma e lançado. Na prática, o último momento de avaliação de cada período acaba por ficar uma a duas semanas antes de 15 de dezembro e de 19 de março, e é aí que se forma o engarrafamento que toda a gente conhece. Note-se ainda que o despacho não fixa janelas de avaliação para nenhum dos três períodos das escolas públicas. No 3.º, o fecho das notas tem de encaixar antes do fim das aulas, a 4 de junho de 2027 nos anos com provas e exames e a 11 de junho nos restantes anos do básico e no 10.º ano. O dia concreto é decidido por cada escola.

Publicidade

Datas-chave a não esquecer em 2026/2027

Antes de marcar o primeiro teste, assinale estas datas fixas do ano letivo. São o esqueleto do planeamento: tudo o que for avaliado tem de acontecer entre elas.

Datas de referência do ano letivo 2026/2027 (Portugal continental)
DataO que acontece
11 a 15 de setembro de 2026Início das aulas do pré-escolar e do ensino básico (cada escola fixa o dia exato)
21 de setembro de 2026Início das aulas dos cursos científico-humanísticos do secundário, fixado pelo Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto, em vigor desde 22 de agosto de 2026
15 de dezembro de 2026Último dia do 1.º período
16 e 17 de dezembro de 2026Janela possível para as reuniões de avaliação do 1.º período (o dia é fixado por cada escola)
16 a 31 de dezembro de 2026Férias de Natal
4 de janeiro de 2027Início do 2.º período
8 a 10 de fevereiro de 2027Férias de Carnaval
19 de março de 2027Último dia do 2.º período
22 a 25 de março de 2027Janela possível para as reuniões de avaliação do 2.º período (o dia é fixado por cada escola)
22 de março a 2 de abril de 2027Férias da Páscoa
5 de abril de 2027Início do 3.º período
4, 11 ou 30 de junho de 2027Fim das aulas, consoante o ano de escolaridade
Publicidade

Quanto tempo antes convém começar a estudar

Não há número mágico, mas há uma diferença conhecida de qualquer professor entre estudar tudo na véspera e distribuir o mesmo tempo por vários dias. A segunda forma fixa mais e cansa menos. Uma referência de trabalho que encaixa bem neste calendário: três a quatro dias para um teste curto de matéria recente, sete a dez dias para um teste de fim de período com muita matéria acumulada, e cerca de duas semanas quando dois testes calham na mesma semana. Nesse caso, comece pelo mais difícil e não pelo que vem primeiro.

O que interessa contar são dias úteis, e não dias de calendário, porque em 2026/2027 há semanas que enganam. As duas últimas semanas cheias antes do fecho do 1.º período têm ambas um feriado à terça-feira: 1 de dezembro e 8 de dezembro de 2026. Em fevereiro, a interrupção do Carnaval retira segunda, terça e quarta-feira, de 8 a 10 de fevereiro de 2027, mesmo a meio do 2.º período. E a interrupção da Páscoa, de 22 de março a 2 de abril de 2027, começa já depois do termo do 2.º período. Quem contar com ela para estudar para os últimos testes desse período está a contar com dias que já não pertencem ao período avaliado.

Escrever a data do teste assim que ele é marcado resolve metade do problema. A outra metade é anotar, na mesma linha, o dia em que a preparação começa. Um teste com data marcada mas sem dia de arranque do estudo continua a ser, na prática, um teste estudado na véspera.

A grelha para preencher à mão

Imprima esta página, ou guarde-a em PDF, e use a grelha abaixo como registo único do ano: uma linha por teste, trabalho ou apresentação. Escreva a data, a disciplina e a matéria que sai. A coluna da matéria é a que mais gente deixa em branco e a que mais vale no dia anterior. As duas primeiras linhas já vêm preenchidas com os limites de cada período, para que nada seja marcado depois deles. Se precisar de mais espaço, imprima a folha duas vezes: uma para o 1.º período e outra para o 2.º e o 3.º.

Grelha de marcação: uma linha por teste ou trabalho, para escrever à mão depois de imprimir. As duas primeiras linhas trazem já os limites do 1.º e do 2.º período.
DataDisciplinaMatéria e estudo
15 de dezembro de 2026Fim do 1.º períodoAvaliação: data fixada pela escola
19 de março de 2027Fim do 2.º períodoAvaliação: data fixada pela escola

Precisa do calendário do ano inteiro?

Esta página trata do planeamento da avaliação e não repete o calendário. As grelhas de todos os meses, com interrupções, feriados e marcos assinalados, estão no calendário escolar 2026/2027, com a explicação de cada data. A versão limpa em A4, pensada para afixar na parede, está no calendário para imprimir. Se quiser apenas saber quando param as aulas de cada ano de escolaridade, veja quando acabam as aulas.

Perguntas frequentes

Como imprimo este calendário de testes em A4?

Use o botão «Imprimir este calendário» (ou Ctrl+P no computador). Na janela de impressão pode escolher a impressora ou a opção «Guardar como PDF». Sai a grelha de marcação e a tabela de datas de referência do ano letivo, e os menus e o rodapé do site são ocultados automaticamente. Se o que procura é o calendário mensal completo para afixar, imprima antes a versão A4 do calendário escolar 2026/2027.

Há alguma lei que limite o número de testes por semana?

Não conhecemos nenhuma norma nacional que fixe esse limite. O Despacho n.º 8368/2024 fixa o calendário, ou seja os períodos e as interrupções, e deixa os momentos de avaliação à autonomia de cada escola (n.º 2.5). O Decreto-Lei n.º 55/2018 fixa o mínimo de 180 dias efetivos de atividades escolares. Nenhum dos dois trata da marcação de testes. Os limites que existem na prática, como um teste por dia ou dois por semana, constam do regulamento interno de cada escola e das decisões do conselho pedagógico. Para saber o que se aplica ao seu educando, peça o regulamento interno do agrupamento.

Que datas devo marcar primeiro no calendário de testes?

Comece pelas datas fixas do ano letivo 2026/2027: início das aulas entre 11 e 15 de setembro de 2026 no pré-escolar e no ensino básico e a 21 de setembro nos cursos científico-humanísticos do secundário, fim do 1.º período a 15 de dezembro de 2026, férias de Natal de 16 a 31 de dezembro de 2026, Carnaval de 8 a 10 de fevereiro de 2027, fim do 2.º período a 19 de março de 2027 e férias da Páscoa de 22 de março a 2 de abril de 2027. Depois acrescente os testes à medida que os professores os marcam.

Quando costumam concentrar-se os testes?

Habitualmente nas duas a três semanas antes do fim de cada período: até 15 de dezembro de 2026 no 1.º período, até 19 de março de 2027 no 2.º período e, no 3.º período, antes do fim das aulas (4 de junho de 2027 para os 9.º, 11.º e 12.º anos e 11 de junho de 2027 para os 5.º a 8.º e 10.º anos). Cada escola define o seu próprio mapa de testes.

Quando é que os professores fecham as notas de cada período?

O n.º 2.5 do Despacho n.º 8368/2024 deixa os momentos de avaliação à autonomia de cada escola. A regra de contagem do n.º 3.3, dois dias úteis a seguir ao 1.º período e quatro a seguir ao 2.º, está no ponto 3 e vale para os estabelecimentos particulares de ensino especial. Nas escolas públicas, as reuniões do 1.º período ficam em regra logo a seguir a 15 de dezembro de 2026 e as do 2.º período logo a seguir a 19 de março de 2027. O dia em que as notas chegam às famílias é depois fixado por cada escola.

As aulas do secundário começam mesmo a 21 de setembro de 2026?

Sim. O Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto, segunda alteração ao Despacho n.º 8368/2024 e em vigor desde 22 de agosto de 2026, fixa o dia 21 de setembro de 2026 como início das aulas dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário. A decisão tinha sido anunciada pelo Governo a 30 de julho de 2026 e confirmada em notícia oficial a 5 de agosto. O pré-escolar e o ensino básico mantêm o arranque entre 11 e 15 de setembro de 2026, confirmado pelo Governo a 3 de agosto de 2026, e o ensino profissional mantém o calendário previsto.

Páginas relacionadas

Fonte oficial: as datas dos períodos, interrupções letivas e fim das aulas de 2026/2027 constam do Despacho n.º 8368/2024, de 25 de julho (calendário escolar plurianual 2024/2025 a 2027/2028): consultar no Diário da República. O início das aulas dos cursos científico-humanísticos do secundário a 21 de setembro de 2026 é fixado pelo Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto, segunda alteração ao Despacho n.º 8368/2024 e em vigor desde 22 de agosto de 2026: consultar no Diário da República. As datas dos testes são marcadas por cada escola. Última verificação: 12 de setembro de 2026.

Este site é um recurso informativo independente, sem afiliação ao Ministério da Educação. Confirme sempre as datas junto da sua escola.

Publicidade