Ensino secundário · Ano letivo 2025/2026

Exames Nacionais 2026: época extraordinária, resultados e calendário

Houve este ano uma época extraordinária de exames do ensino secundário, a 3, 4, 7 e 8 de setembro de 2026, com pautas a 16 de setembro. As pautas da 2.ª fase saíram a 7 de agosto e os resultados das reapreciações dessa fase passaram para 14 de setembro de 2026. Aqui encontra tudo, com a distinção entre época extraordinária e época especial.

Atualizado a 12 de setembro de 2026 · Fontes: Despacho Normativo n.º 8-B/2026, de 21 de julho, na redação do Despacho Normativo n.º 9-A/2026, de 17 de agosto, Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro, e comunicação do JNE/EduQA de 10 de agosto de 2026

Ponto de situação a 12 de setembro de 2026: a época extraordinária e a época especial do ensino secundário realizaram-se a 3, 4, 7 e 8 de setembro de 2026, com inscrições de 27 a 31 de julho, e o EduQA já divulgou os enunciados e os critérios de classificação dessas provas. A 2.ª fase dos exames tinha decorrido de 21 a 24 de julho, com pautas a 7 de agosto, sem classificações em estado suspenso, e os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso saíram a 23 de agosto. Seguem-se três marcos: os resultados das reapreciações da 2.ª fase a 14 de setembro, adiados de 28 de agosto pelo Despacho Normativo n.º 9-A/2026, de 17 de agosto, as pautas das duas épocas de setembro a 16 de setembro e os resultados das respetivas reapreciações a 25 de setembro de 2026. A 2.ª fase de candidatura ao ensino superior fecha a 20 de setembro, quatro dias depois das pautas.

Datas-chave que faltam cumprir

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Época extraordinária de setembro de 2026

O Despacho Normativo n.º 8-B/2026, de 21 de julho (Diário da República, 2.ª série, suplemento, n.º 139), criou uma época extraordinária de exames nacionais do ensino secundário, em resposta às falhas do novo processo de classificação eletrónica. É uma medida excecional, sem paralelo nos anos anteriores.

Calendário da época extraordinária, dia a dia

Época extraordinária dos exames nacionais 2026, por dia, hora e disciplina
DataHoraDisciplinas (código)
3 de setembro (quinta)9h30Português (639), PLS (138), PLNM (839), Literatura Portuguesa (734)
3 de setembro (quinta)14h00Economia A (712), História da Cultura e das Artes (724), Latim A (732)
4 de setembro (sexta)9h30História A (623), Biologia e Geologia (702), História B (723)
4 de setembro (sexta)14h00Geometria Descritiva A (708), Alemão (501), Espanhol (547/847), Francês (517), Italiano (849), Mandarim (848)
7 de setembro (segunda)9h30Matemática A (635), Matemática B (735), MACS (835)
7 de setembro (segunda)14h00Filosofia (714)
8 de setembro (terça)9h30Desenho A (706), Física e Química A (715), Geografia A (719)
8 de setembro (terça)14h00Inglês (550)

A componente oral de Línguas Estrangeiras e de PLNM decorreu entre 2 e 8 de setembro de 2026, em dia marcado por cada escola. As pautas são afixadas a 16 de setembro de 2026, uma quarta-feira.

Como as classificações só ficam disponíveis a 16 de setembro, estas notas não chegaram a tempo da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, cujo prazo terminou a 6 de agosto de 2026. Servem para a 2.ª fase de candidatura, alargada até 20 de setembro de 2026. A ligação entre as duas medidas é a leitura coerente do calendário, ainda que nenhuma declaração oficial a afirme por essas palavras.

E para a matrícula em 2026/2027? Os dois diplomas que criaram estas épocas, o Despacho Normativo n.º 8-B/2026 e o Despacho Normativo n.º 9-A/2026, não referem a palavra «matrícula» e não abriram prazo novo. O último prazo ordinário fechou a 24 de julho e a matrícula fora de prazo do secundário a 5 de agosto de 2026. Quem só fecha o ano a 16 de setembro trata a matrícula presencialmente, nos serviços administrativos do agrupamento da área de residência. Veja o caminho completo na página das matrículas.

Época extraordinária ou época especial? Não são a mesma coisa

As duas épocas coincidiram nas mesmas datas de setembro e vários sites trataram-nas como se fossem uma só, tal como o próprio EduQA, que publicou o calendário e os enunciados das provas de 3 a 8 de setembro sob o rótulo «época especial». Não são a mesma coisa, e a diferença é importante sobretudo para as famílias de alunos do 9.º ano, a quem foi criada expectativa falsa. Nos avisos afixados nas escolas as duas épocas aparecem por vezes com o nome de 3.ª fase, designação que não consta dos despachos mas é de uso prático.

Diferenças entre a época extraordinária e a época especial de setembro de 2026
 Época extraordináriaÉpoca especial
Níveis de ensinoApenas ensino secundárioEnsino secundário e 9.º ano
Quem pode realizarTodos os alunos que reuniam condições para a 2.ª fase, tenham-na feito ou nãoApenas atletas de alto rendimento e de seleções nacionais, grávidas, mães e pais estudantes, e alunos militares em regime de contrato ou voluntariado (artigos 95.º e 96.º do Regulamento)
Datas das provas3, 4, 7 e 8 de setembro de 2026Secundário: 3, 4, 7 e 8 de setembro. 9.º ano: Português a 3 e Matemática a 7 de setembro
Pautas16 de setembro de 2026Secundário: 16 de setembro. 9.º ano: 9 de setembro
CustoGratuitaRegime normal de inscrição

Um aluno do 9.º ano não faz a época extraordinária. No básico existe apenas a época especial, reservada a atletas de alto rendimento e de seleções nacionais, grávidas, mães e pais estudantes, e alunos militares em regime de contrato ou voluntariado (artigos 95.º e 96.º do Despacho Normativo n.º 3/2026), com Português a 3 de setembro e Matemática a 7 de setembro de 2026, ambas já realizadas, e pautas marcadas para 9 de setembro pelo Anexo II do Despacho Normativo n.º 8-B/2026. As pautas são afixadas em cada escola. Veja o detalhe na página das provas finais do 9.º ano.

2.ª fase: como decorreu e as inscrições

As provas escritas da 2.ª fase realizaram-se de 21 a 24 de julho de 2026, de terça a sexta-feira. A tarde de 20 de julho foi de preparação das escolas, e as provas de equivalência à frequência (básico e secundário) decorreram de 20 a 24 de julho de 2026.

Exames nacionais 2026, 2.ª fase, por disciplina, data e hora
DataHoraDisciplinas (código)
21 de julho (terça)9h30Português (639), Português Língua Segunda (138), PLNM (839), Literatura Portuguesa (734)
21 de julho (terça)14h00Economia A (712), História da Cultura e das Artes (724), Latim A (732)
22 de julho (quarta)9h30Matemática A (635), Matemática B (735), MACS (835)
22 de julho (quarta)14h00Filosofia (714)
23 de julho (quinta)9h30História A (623), História B (723), Biologia e Geologia (702)
23 de julho (quinta)14h00Geometria Descritiva A (708), Alemão (501), Espanhol (547/847), Francês (517), Italiano (849), Mandarim (848)
24 de julho (sexta)9h30Desenho A (706), Física e Química A (715), Geografia A (719)
24 de julho (sexta)14h00Inglês (550)

A componente oral das línguas estrangeiras e de PLNM decorreu entre 21 e 28 de julho de 2026, em dia marcado por cada escola.

Inscrições na 2.ª fase (prazo encerrado)

O prazo de inscrição na 2.ª fase decorreu de 17 a 20 de julho de 2026, até às 23h59 do dia 20, na plataforma PIEPE (jnepiepe.dge.mec.pt). O prazo deslocou-se em relação ao previsto inicialmente porque as pautas da 1.ª fase passaram para 17 de julho.

Houve uma exceção em Geografia A (719): por erro de parametrização da matriz de classificação dos itens 1.3 e 4.3 da versão 2, as provas foram reclassificadas, novas pautas seguiram para as escolas a 20 de julho e o prazo de inscrição na 2.ª fase dessa disciplina foi alargado até ao final do dia 21 de julho de 2026.

Para memória: as inscrições na 1.ª fase decorreram de 6 a 19 de março de 2026, na PIEPE, com validação pelas escolas até 25 de março.

Pautas, consulta de prova e reapreciações

Exames nacionais 2026: datas de afixação de pautas e de resultados de reapreciações
MomentoData
Pautas da 1.ª fase17 de julho de 2026 (adiadas de 14 de julho)
Pautas da 2.ª fase7 de agosto de 2026 (sexta-feira)
Afixação dos resultados das reapreciações da 1.ª fase7 de agosto de 2026
Afixação dos resultados das reapreciações da 2.ª fase14 de setembro de 2026 (segunda-feira, adiada de 28 de agosto)
Pautas da época extraordinária16 de setembro de 2026 (quarta-feira)
Requerimento de consulta da prova das épocas de setembroaté 17 de setembro de 2026 (quinta-feira)
Pedido de reapreciação das épocas de setembro21 e 22 de setembro de 2026 (segunda e terça-feira, cópias entregues até 18)
Afixação dos resultados das reapreciações das épocas de setembro25 de setembro de 2026 (sexta-feira)

Repare na ordem dos dias. O pedido de reapreciação das épocas de setembro só pode ser entregue a 21 e 22 de setembro, e a 2.ª fase de candidatura ao ensino superior fecha a 20 de setembro, um domingo. Quem fez exames nestas épocas decide a candidatura antes de poder pedir a revisão da nota.

A data das reapreciações da 2.ª fase era 28 de agosto e passou para 14 de setembro de 2026 pelo Despacho Normativo n.º 9-A/2026, de 17 de agosto (Diário da República, 2.ª série, suplemento, n.º 158), que invoca a concentração das tarefas de classificação e a salvaguarda das férias dos docentes. O mesmo despacho passou as reapreciações da 2.ª fase do 9.º ano para 9 de setembro e fixou as das épocas de setembro do secundário para 25 de setembro. Vários PDF antigos do EduQA e do JNE ainda mostram 28 de agosto e estão desatualizados, a começar pelo calendário aprovado pelo Despacho n.º 14616-A/2025, que continua em linha na versão original de dezembro de 2025 e sem nota de alteração. A ligação ao calendário no bloco de fontes desta página serve para consultar o texto original, não as datas em vigor. Há aqui duas datas com efeitos opostos no acesso ao superior. A de 14 de setembro cai seis dias antes do fecho da 2.ª fase de candidatura, a 20 de setembro, pelo que a nota revista da 2.ª fase de exames ainda chega a tempo dessa candidatura. A de 25 de setembro cai cinco dias depois desse fecho, pelo que a nota revista das épocas de setembro já não entra no prazo normal. Quem estiver nessa situação usa o artigo 34.º, n.º 2, da Portaria n.º 219/2026/1: quando o resultado da reapreciação só é conhecido depois de fechado o prazo e altera a classificação, há três dias seguidos após a divulgação para apresentar candidatura, a quem só então reúna condições, ou para a alterar, a quem já a tenha apresentado.

Atenção a um erro comum: as datas de 7 de agosto e de 14 de setembro são a afixação dos resultados das reapreciações, não o prazo para as pedir. O procedimento é outro:

  1. A consulta da prova é obrigatória antes de qualquer pedido de reapreciação. O requerimento entrega-se ao diretor até ao final do dia útil seguinte ao da publicação da classificação. Para as épocas de setembro, com pautas a 16 de setembro, quarta-feira, o prazo do requerimento de consulta termina a 17 de setembro, quinta-feira; a escola fornece as cópias até 18 de setembro, sexta-feira; e o pedido de reapreciação entrega-se a 21 e 22 de setembro, segunda e terça-feira. Na 2.ª fase, cujas pautas saíram a 7 de agosto, sexta-feira, o prazo de consulta terminou a 10 de agosto de 2026 e já passou.
  2. A escola fornece as cópias, de preferência em PDF, até ao dia útil seguinte ao fim desse prazo.
  3. O pedido de reapreciação apresenta-se nos dois dias úteis seguintes ao prazo de entrega das cópias, com depósito de 25,00 euros e alegação justificativa obrigatória.
  4. A alegação só pode invocar razões científicas, juízo sobre a aplicação dos critérios de classificação, ou vício processual. Não pode conter elementos que identifiquem o aluno, sob pena de indeferimento liminar.
  5. Se o pedido incidir apenas sobre erro na soma das cotações ou na classificação de itens de seleção, como os de escolha múltipla, não há alegação nem depósito.

A reapreciação pode baixar a nota. A prova é sempre reapreciada na totalidade, e a nova classificação pode ficar abaixo da anterior. Há, porém, uma proteção: a reapreciação nunca pode fazer reprovar quem já estava aprovado. Nesse caso, a classificação fica na mínima necessária para garantir a aprovação, nos termos do n.º 10 do artigo 64.º do Despacho Normativo n.º 3/2026.

O Júri Nacional de Exames e o EduQA publicaram a 10 de agosto de 2026 o balanço das reapreciações da 1.ª fase. Foram submetidos 21 021 pedidos de reapreciação em Modelo 12, mais do triplo dos do ano anterior, e 2 957 pedidos de correção de cotações em Modelo 10. O processo exigiu a alocação de cerca de 2 100 professores relatores. Quanto ao desfecho, a comunicação é clara: cerca de 77% das provas reapreciadas subiram de classificação, 7% desceram e cerca de 16% mantiveram a nota.

Leia estes números com cuidado. Dizem respeito a 2026, um ano com o triplo dos pedidos habituais e com falhas na classificação eletrónica das provas. Não são a taxa normal de anos anteriores. A comunicação apresenta a percentagem para o conjunto das reapreciações, sem a desdobrar entre o Modelo 12 e as correções de cotações do Modelo 10. Os 7% que desceram são reais, embora a reapreciação nunca faça reprovar quem já estava aprovado.

Se a digitalização da prova saiu com defeito

O Despacho Normativo n.º 8-A/2026, de 20 de julho, aditou ao Regulamento das provas de avaliação externa um artigo 62.º-A, criado por causa das falhas deste ano. Estabelece um procedimento próprio de correção quando a digitalização da prova apresenta desconformidades, como páginas em falta ou imagens ilegíveis, e salvaguarda expressamente o direito a reapreciação. Se ao consultar a prova detetar que a cópia está incompleta ou ilegível, invoque este artigo junto da escola. Repare no efeito sobre os prazos: o n.º 1 dá dois dias úteis para pedir a correção depois de receber a cópia e o n.º 7 dá mais dois dias úteis para pedir a reapreciação depois de a escola comunicar a decisão do JNE, à margem do prazo normal do artigo 63.º Nas épocas de setembro, isto pode levar o pedido para depois de 22 de setembro.

Se discordar do resultado da reapreciação, dispõe de dois dias úteis após a sua afixação para reclamar junto do presidente do JNE. A decisão sai em 30 dias úteis e é definitiva, sem outra impugnação administrativa possível.

Cuidado com um equívoco frequente: o Regulamento tem três taxas diferentes de 25 euros. A da reapreciação, restituída se a nota subir. A caução da época especial, devolvida a quem comparece às provas. E o agravamento por inscrição fora de prazo, que acresce à propina e não é devolvido. Num ano com alterações de calendário, confirme os prazos exatos na secretaria da sua escola no dia em que consultar a pauta.

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Médias oficiais dos exames de 2026

1.ª fase

O JNE e o EduQA (antigo IAVE) publicaram a 21 de julho de 2026 o resumo homologado da 1.ª fase. Em números globais: 342 812 inscrições, 303 563 provas realizadas e 39 249 faltas, ou seja uma taxa de faltas de 11%. Em 2025 os valores foram muito próximos: 346 541 inscrições, 307 270 provas e 39 271 faltas, também 11%.

Destaques do ano:

Exames nacionais 2026, 1.ª fase: provas realizadas e médias por disciplina, com comparação a 2025
Disciplina (código)ProvasMédia 2026Média 2025
Português (639)76 73611,412,6
Matemática A (635)36 81211,410,5
Biologia e Geologia (702)34 48711,112,4
Física e Química A (715)32 22211,111,0
Filosofia (714)22 61210,010,4
Geografia A (719)16 71410,710,1
Economia A (712)15 14712,011,4
MACS (835)14 27510,59,2
Inglês (550)11 81215,314,1
História A (623)11 42610,710,9
Geometria Descritiva A (708)7 32611,48,9
Matemática B (735)5 98811,311,6
Desenho A (706)5 86913,913,6
História da Cultura e das Artes (724)5 67411,012,6
Espanhol iniciação (547)2 64813,413,1
Literatura Portuguesa (734)8779,610,6
História B (723)84511,310,9

Nota de leitura: a coluna de percentagem do documento oficial é a taxa de faltas, não a taxa de reprovação. As duas são frequentemente confundidas na imprensa. As taxas de negativas por disciplina não constam do resumo homologado, pelo que não as publicamos.

2.ª fase

O resumo homologado da 2.ª fase saiu a 12 de agosto de 2026: 94 159 inscrições, 85 745 provas realizadas e 8 414 faltas, uma taxa de faltas de 9%. Em 2025 tinham sido 93 745 inscrições, 88 408 provas e 5 337 faltas, ou seja 6%.

Dezasseis das 24 disciplinas melhoraram face à 2.ª fase de 2025. A maior subida, entre as disciplinas com pelo menos 100 provas, foi em História A, mais 1,5 valores. As maiores descidas foram em Literatura Portuguesa, menos 2,6 valores, e em Geometria Descritiva A, menos 1,3. Ficaram com média negativa seis disciplinas: Matemática A (9,2), Biologia e Geologia (9,0), Economia A (9,8), Geometria Descritiva A (9,5), MACS (8,9) e Literatura Portuguesa (8,4). Português ficou em 10,8 valores, em 21 620 provas.

Os valores da 2.ª fase estão convertidos para a escala de 0 a 20. O documento oficial apresenta-os na escala de 0 a 200 pontos.

A crise da classificação eletrónica

É a razão de tudo o resto: das datas alteradas, da época extraordinária e do adiamento do início das aulas dos cursos científico-humanísticos. Em 2026 a classificação passou a ser feita em suporte digital, com 290 351 provas digitalizadas, correspondentes a 2 059 974 itens.

Os problemas começaram a 25 de junho de 2026: folhas de continuação em falta, imagens ilegíveis e classificações desaparecidas. A 3 de julho o EduQA/JNE alterou o calendário de avaliação externa. A 17 de julho, às 19h30, o JNE autorizou o envio das pautas às escolas com cerca de 1 400 provas ainda em validação complementar, marcadas como suspensas.

A 21 de julho de 2026, no Parlamento, o ministro Fernando Alexandre admitiu que o Estado falhou e anunciou três medidas: um novo sistema de distribuição de classificadores para o ano letivo 2026/2027, uma auditoria ao processo de digitalização e classificação, e um projeto-piloto de normalização de notas. A taxa de reapreciação de 25 euros foi mantida. Está pendente na Comissão de Educação e Ciência o Projeto de Resolução n.º 1165/XVII/1.ª, do PAN, que recomenda ao Governo o reembolso do valor cobrado nos pedidos de reapreciação dos exames finais nacionais do ensino secundário de 2025/2026. Baixou à comissão a 3 de agosto de 2026 e ainda não foi votado, e o depósito de 25 euros continua a ser exigido.

Houve também uma resposta contratual. O EduQA, I. P. celebrou a 12 de julho de 2026 um contrato de 406 380,00 euros com a Deloitte, publicado no Portal BASE a 3 de agosto de 2026, para a «Aquisição de serviços especializados de suporte técnico urgente às plataformas de digitalização e classificação de provas». O procedimento foi ajuste direto ao abrigo do artigo 24.º, n.º 1, alínea c), do Código dos Contratos Públicos, a norma da urgência imperiosa por acontecimentos imprevisíveis, com prazo de execução de 47 dias.

O sistema definitivo, o projeto GAEBS, que o contrato designa por «Gestão do Processo de Aplicação das Provas de Avaliação Externa do Ensino Básico e Secundário», só entra em funcionamento em 2027, com inscrições, organização de provas e classificação num único sistema. Até lá mantém-se a plataforma usada em 2026, o SCOI, o Sistema de Classificação Online do IAVE. O contrato é anterior à crise: foi celebrado a 16 de julho de 2025 pelo então IAVE, I. P. com a AXIANSEU II Digital Consulting, S. A., por 1 499 324,00 euros sem IVA, com publicação no Portal BASE a 24 de julho de 2025 e prazo de execução de 365 dias.

Já depois da época extraordinária saiu novo diploma sobre o mesmo assunto. O Despacho n.º 10917-A/2026, de 3 de setembro (Diário da República, 2.ª série, n.º 171, Suplemento), delega no conselho diretivo do EduQA, I. P., entre outros poderes, a autorização de despesas até 600 000,00 euros, «no âmbito do apoio técnico às soluções tecnológicas de suporte aos processos de digitalização e classificação das provas e exames no âmbito da avaliação externa das aprendizagens». O despacho produz efeitos a 3 de setembro de 2026 e obriga a reporte mensal dos atos praticados. O limite aplica-se a cada despesa autorizada, não a um total anual.

Porque é que os científico-humanísticos só começam a 21 de setembro

Os cursos científico-humanísticos do ensino secundário só começam as aulas a 21 de setembro de 2026, uma segunda-feira, em vez do intervalo de 11 a 15 de setembro. A data é oficial: o Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto (Diário da República, 2.ª série, n.º 162), segunda alteração ao Despacho n.º 8368/2024, fixa no anexo «21 de setembro de 2026» para os «cursos científico-humanísticos do ensino secundário» e está em vigor desde 22 de agosto de 2026. A razão é direta: a sobrecarga dos professores classificadores e a sobreposição com a época extraordinária de exames de 3 a 8 de setembro. O pedido partiu dos próprios diretores.

A decisão tinha sido anunciada pelo Governo a 30 de julho de 2026 e reconfirmada em notícia oficial de 5 de agosto, antes de o despacho a formalizar. O ensino básico mantém o arranque entre 11 e 15 de setembro, confirmado pelo Governo a 3 de agosto, e o ensino profissional não é abrangido pelo adiamento, porque o despacho não o menciona e fica na regra geral. Detalhes em quando começam as aulas e no calendário escolar 2026/2027.

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Efeito na candidatura ao ensino superior

O calendário do Concurso Nacional de Acesso foi refeito pelo Despacho n.º 9359-A/2026, de 23 de julho, que revogou o anterior Despacho n.º 6934/2026, precisamente para acomodar a época extraordinária.

Concurso Nacional de Acesso 2026: prazos em vigor
MomentoData
Candidatura, 1.ª fase20 de julho a 6 de agosto de 2026
Resultados da 1.ª fase23 de agosto de 2026
Candidatura, 2.ª fase24 de agosto a 20 de setembro de 2026
Resultados da 2.ª fase30 de setembro de 2026

Quem realizou exames na época extraordinária só tem as notas a 16 de setembro, pelo que não chegaram a tempo da 1.ª fase, encerrada a 6 de agosto. A 2.ª fase, alargada até 20 de setembro, é a via disponível. O Ministério não prorrogou a 1.ª fase, apesar dos pedidos nesse sentido, e argumentou que a regulamentação permite atualizar a candidatura depois de uma reapreciação. O argumento tem base escrita: o artigo 34.º, n.º 2, da Portaria n.º 219/2026/1 abre três dias seguidos após a divulgação do resultado da reapreciação para apresentar ou alterar a candidatura, desde que dele resulte alteração da classificação. O artigo 42.º, n.º 8, prevê regra idêntica para as decisões sobre reclamações. E o n.º 6 do artigo 34.º acrescenta que, findo o prazo, só nos termos do n.º 2 é possível alterar ou anular opções. A 1.ª fase fechou com 60 513 candidatos válidos, mais 24,2% do que os 48 718 de 2025 e o número mais alto desde 1996, com exceção dos anos da pandemia. Os resultados saíram a 23 de agosto de 2026, com 49 991 colocados, e a 2.ª fase de candidatura decorre desde 24 de agosto. Veja o guia completo em candidatura ao ensino superior 2026.

Algumas fontes secundárias ainda indicam 22 de setembro como fim da 2.ª fase, data anunciada a 21 de julho. A data legal, fixada no despacho publicado a 23 de julho, é 20 de setembro de 2026.

1.ª fase: calendário para consulta

A 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário decorreu de 16 a 26 de junho de 2026, com pautas afixadas a 17 de julho. Fica o calendário para conferência:

Exames nacionais 2026, 1.ª fase, por disciplina, data e hora
DataHoraDisciplinas (código)
16 de junho (terça)9h30Português (639), Português Língua Segunda (138), PLNM (839)
16 de junho (terça)14h00Economia A (712)
17 de junho (quarta)9h30Geometria Descritiva A (708)
17 de junho (quarta)14h00Alemão (501), Espanhol (547/847), Francês (517), Italiano (849), Latim A (732), Mandarim (848)
18 de junho (quinta)9h30Biologia e Geologia (702)
19 de junho (sexta)9h30Geografia A (719)
22 de junho (segunda)9h30História A (623), História B (723), História da Cultura e das Artes (724)
22 de junho (segunda)14h00Literatura Portuguesa (734)
23 de junho (terça)9h30Matemática A (635), Matemática B (735), MACS (835)
23 de junho (terça)14h00Inglês (550)
25 de junho (quinta)9h30Física e Química A (715)
26 de junho (sexta)9h30Desenho A (706)
26 de junho (sexta)14h00Filosofia (714)

A alteração de 3 de julho de 2026 adiou as pautas da 1.ª fase de 14 para 17 de julho e as provas da 2.ª fase de 16 a 22 para 21 a 24 de julho. A base legal são os Despachos n.º 8548-A/2026 e n.º 8548-B/2026, de 6 de julho, que alteraram o calendário de provas e exames e os prazos de inscrição. A alteração abrangeu também as provas finais do 9.º ano.

Perguntas frequentes sobre os exames 2026

O que é a época extraordinária de exames de setembro de 2026?

É uma época adicional de exames nacionais do ensino secundário, criada pelo Despacho Normativo n.º 8-B/2026, de 21 de julho, em resposta às falhas na classificação eletrónica das provas. Realizou-se a 3, 4, 7 e 8 de setembro de 2026, foi gratuita e as classificações valem, para todos os efeitos, como classificações de 2.ª fase.

Quem pode fazer a época extraordinária de setembro?

Todos os alunos do ensino secundário que reuniam condições para realizar a 2.ª fase, independentemente de a terem realizado ou não em julho. Não é preciso ter faltado nem ter tido problemas com a classificação.

Quais são as datas da época extraordinária de exames 2026?

As provas escritas realizaram-se a 3 de setembro (quinta-feira), 4 de setembro (sexta-feira), 7 de setembro (segunda-feira) e 8 de setembro de 2026 (terça-feira). A componente oral de Línguas Estrangeiras e de PLNM decorreu de 2 a 8 de setembro. As pautas são afixadas a 16 de setembro de 2026.

A época extraordinária é a mesma coisa que a época especial?

Não. A época extraordinária existe só no ensino secundário e está aberta a todos os alunos que reuniam condições para a 2.ª fase. A época especial é restrita a três grupos definidos nos artigos 95.º e 96.º do Regulamento das provas de avaliação externa (atletas de alto rendimento e de seleções nacionais, grávidas, mães e pais estudantes, e alunos militares em regime de contrato ou voluntariado) e existe também para o 9.º ano. As duas coincidem em setembro, o que gera confusão.

Os alunos do 9.º ano podem fazer a época extraordinária?

Não. A época extraordinária é exclusiva do ensino secundário. No 9.º ano existe apenas a época especial, a atletas de alto rendimento e de seleções nacionais, grávidas, mães e pais estudantes, e alunos militares em regime de contrato ou voluntariado. Realizou-se com Português a 3 de setembro e Matemática a 7 de setembro de 2026, e o Anexo II do Despacho Normativo n.º 8-B/2026 marcou as pautas para 9 de setembro, afixadas em cada escola.

Ainda dá para me inscrever na época extraordinária?

Não. As inscrições decorreram de 27 a 31 de julho de 2026 na plataforma PIEPE e o prazo já encerrou. A inscrição foi isenta de propina ou de qualquer outro encargo.

Se repetir o exame em setembro, fica a nota melhor ou a última?

Fica a melhor das duas. Quem realizou o mesmo exame na 2.ª fase de julho e na época extraordinária de setembro conta com a classificação mais alta. A nota de setembro vale como classificação de 2.ª fase.

As notas de setembro dão para entrar no ensino superior este ano?

Só na 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso. As pautas da época extraordinária saem a 16 de setembro de 2026 e a 2.ª fase de candidatura foi alargada até 20 de setembro pelo Despacho n.º 9359-A/2026. A 1.ª fase de candidatura já tinha terminado a 6 de agosto.

Quando saem os resultados da 2.ª fase dos exames 2026?

As pautas da 2.ª fase dos exames nacionais 2026 foram afixadas a 7 de agosto de 2026, uma sexta-feira. Os resultados das reapreciações dessa fase saem a 14 de setembro de 2026, uma segunda-feira, por força do Despacho Normativo n.º 9-A/2026, de 17 de agosto, que adiou a data anteriormente fixada para 28 de agosto. A 2.ª fase de candidatura ao ensino superior decorre de 24 de agosto a 20 de setembro de 2026.

Como se pede a reapreciação de um exame nacional em 2026?

As datas de 7 de agosto e de 14 de setembro de 2026 são a afixação dos resultados das reapreciações da 1.ª e da 2.ª fases, não o prazo dos pedidos. O pedido de consulta da prova faz-se no próprio dia da publicação da classificação ou no dia útil seguinte. Depois de receber a cópia, há dois dias úteis para formalizar o pedido de reapreciação, no Modelo 12, com depósito de 25,00 euros por prova. Os pedidos de correção de cotações, no Modelo 10, são gratuitos.

Vale a pena pedir reapreciação de um exame nacional?

No balanço da 1.ª fase de 2026, divulgado pelo Júri Nacional de Exames a 10 de agosto de 2026, cerca de 77% das provas reapreciadas subiram de classificação, 7% desceram e cerca de 16% mantiveram a nota. Foram 21 021 pedidos em Modelo 12, mais do triplo do ano anterior, com cerca de 2 100 professores relatores. Atenção ao contexto: 2026 foi um ano atípico, marcado por falhas na classificação eletrónica, pelo que esta taxa não serve de previsão para anos normais. A nota pode descer, mas a reapreciação nunca faz reprovar quem já estava aprovado.

Quais foram as médias dos exames nacionais na 1.ª fase de 2026?

Segundo o resumo homologado do JNE/EduQA de 21 de julho de 2026, Literatura Portuguesa foi a única disciplina com média negativa, 9,6 valores. Inglês teve a melhor média entre as disciplinas com muitos alunos, 15,3. Geometria Descritiva A registou a maior subida, mais 2,5 valores. Português desceu de 12,6 para 11,4 e História da Cultura e das Artes de 12,6 para 11,0.

Porque é que as datas dos exames 2026 foram alteradas?

A 3 de julho de 2026, o Ministério da Educação anunciou o adiamento por dificuldades técnicas no novo processo de classificação eletrónica das provas. As pautas da 1.ª fase passaram de 14 para 17 de julho e a 2.ª fase passou para 21 a 24 de julho de 2026. A base legal são os Despachos n.º 8548-A/2026 e n.º 8548-B/2026, de 6 de julho.

O IAVE ainda organiza os exames nacionais?

O IAVE, I.P., foi extinto por fusão no EduQA, I.P. (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação) pelo Decreto-Lei n.º 105/2025, de 12 de setembro, com efeito a 1 de outubro de 2025. O mesmo diploma extinguiu a Direção-Geral da Educação, cujas atribuições também transitaram para o EduQA. As comunicações oficiais são agora assinadas pelo EduQA em conjunto com o Júri Nacional de Exames (JNE). Os domínios iave.pt e dge.mec.pt mantêm-se ativos, e o segundo continua a alojar documentos do JNE.

As aulas do secundário começam mesmo a 21 de setembro?

Sim, nos cursos científico-humanísticos. O Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto, segunda alteração ao Despacho n.º 8368/2024, fixa o dia 21 de setembro de 2026 para estes cursos, por causa da sobrecarga dos professores classificadores e da sobreposição com a época extraordinária de exames. Está em vigor desde 22 de agosto de 2026 e formaliza a decisão anunciada pelo Governo a 30 de julho. O ensino básico e o ensino profissional mantêm o arranque entre 11 e 15 de setembro.

Fontes oficiais: Despacho Normativo n.º 8-B/2026, de 21 de julho, que cria a época extraordinária do ensino secundário e fixa a época especial: consultar no Diário da República (PDF); Informação EduQA/JNE de 3 de julho de 2026 (alteração ao calendário das provas de avaliação externa; várias fontes citam erradamente 6 de julho, que é a data dos despachos que a formalizaram): consultar a informação (PDF); Despacho n.º 14616-A/2025, de 9 de dezembro (calendário de provas e exames 2025/2026, texto original, anterior às alterações de julho e de agosto de 2026): consultar o calendário original (PDF); Despacho n.º 8548-A/2026, de 6 de julho, que alterou esse calendário e passou as pautas da 1.ª fase para 17 de julho e os resultados das reapreciações da 1.ª fase para 7 de agosto: consultar no Diário da República (PDF); Despacho n.º 8548-B/2026, de 6 de julho (alteração dos Quadros I e II do anexo do regulamento): consultar no Diário da República (PDF); Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro (regulamento das provas de avaliação externa); Despacho n.º 9359-A/2026, de 23 de julho (Concurso Nacional de Acesso); resumo homologado da 1.ª fase, JNE/EduQA, 21 de julho de 2026: consultar as estatísticas (PDF); resumo homologado da 2.ª fase, JNE/EduQA, 12 de agosto de 2026: consultar as estatísticas da 2.ª fase (PDF); Despacho Normativo n.º 9-A/2026, de 17 de agosto, que adia os resultados das reapreciações: consultar no Diário da República (PDF); Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto, que fixa o início dos cursos científico-humanísticos a 21 de setembro de 2026: consultar no Diário da República; Normas 01/JNE/2026 e 03/JNE/2026; comunicação do JNE/EduQA de 10 de agosto de 2026, com o balanço do processo de reapreciações da 1.ª fase: consultar a comunicação; Despacho n.º 10917-A/2026, de 3 de setembro (Diário da República, 2.ª série, n.º 171, Suplemento), que delega poderes de autorização de despesa no conselho diretivo do EduQA, I. P.: consultar no Diário da República (PDF); contratos públicos confirmados no Portal BASE: contratos do EduQA, I. P. (exportação CSV) e contrato da plataforma GAEBS (exportação CSV). Última verificação: 12 de setembro de 2026.

Este site é um recurso informativo independente, sem afiliação ao Ministério da Educação. Confirme sempre as datas junto da sua escola.

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